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O justo como uma árvore

 

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (SL 1.1-3)

1. A árvore como símbolo do justo. O salmista utiliza a imagem da árvore para ilustrar a vida do “bem-aventurado”, o justo. Essa árvore está plantada, não cresceu ali por acaso. Isso revela a intencionalidade de Deus em estabelecer o justo em um lugar específico: junto a ribeiros de águas. Essa plantação é obra divina.

Deus não apenas nos cria, mas nos posiciona estrategicamente para o crescimento. A árvore representa estabilidade, constância e vitalidade.

Ela não depende de circunstâncias externas (chuvas passageiras), pois está enraizada próximo a fontes permanentes de água, símbolo da Palavra e da presença de Deus.
A metáfora também aponta para uma vida profunda, escondida, que cresce de dentro para fora, como as raízes que sustentam a árvore mesmo quando não são visíveis.

Segundo Agostinho, “A alma do justo encontra seu alimento na meditação constante da Lei de Deus, como uma árvore firmada pela água viva.”

“Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Porque será como a árvore plantada junto às águas …” (Jr 17.7-8).

2. A lei como solo de nutrição. A “terra”, onde essa árvore é plantada, é a Lei do Senhor. Ela fornece os nutrientes espirituais para o crescimento. A Lei não é um fardo, mas uma expressão da vontade de Deus, o fundamento que sustenta a vida justa.

Estar arraigado na Lei é ter convicção do que é eterno, é estar nutrido por verdades absolutas.

John Stott afirma: “A verdadeira liberdade está em obedecer à Lei de Deus, pois ela nos guia no caminho da vida.”

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.” Sl (119.105).

3. As estações e o tempo de frutificação. A árvore dá fruto “na estação própria”. Isso nos ensina que a maturidade espiritual não é instantânea. Deus trabalha em nós através de processos, estações e tempos que Ele mesmo determina. O justo aprende a discernir o tempo de semear, de esperar, e de frutificar. O fruto não é constante, mas sazonal, e exige maturidade, perseverança e permanência junto à fonte.

Martyn Lloyd-Jones observou: “Deus não está apressado. Ele forma o caráter ao longo do tempo, não por atalhos.”

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Ec 3.1).

4. A folhagem não murcha. Folhas verdes são sinais de saúde, vida e permanência. Mesmo em tempos de seca, a

árvore plantada junto a ribeiros permanece viçosa. Isso aponta para a fidelidade de Deus em sustentar Seu povo em tempos de escassez emocional, espiritual ou material.

Dietrich Bonhoeffer declarou: “A Palavra de Deus
sustenta o justo mesmo em meio às maiores tempestades.”

“Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas
forças.” (Is 40.31).

5. Tudo quanto faz prosperará. A prosperidade bíblica não se restringe a riquezas materiais. Ela significa plenitude, propósito cumprido, harmonia com Deus e com os homens. A vida do justo é frutífera porque está alinhada com a fonte. A prosperidade do justo é o reflexo da bênção de Deus que o acompanha em sua obediência e intimidade com a Palavra.

John Piper afirma: “Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos n’Ele.”

“Medita nele dia e noite, então farás prosperar o teu
caminho.” (Js 1.8).

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